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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Doxologia IASD (Voz)


01- n°585 - Oh! Adorai (Entrada da Plataforma)
02- n°587 - Santo, Santo (1° Estrofe - Pós-Entrada Plataforma)
03- n°589 - A Melhor Dadiva (Ofertório)
04- n°594 - Ouve-nos, Senhor (Pós-Oração_Joelhos)
05- Chamada_ Momento Infantil
06- Sical Crianças (Momento Infantil-Fundo)
07- Pós-Momento Infantil
08- n°605 - Vem Despedir-nos(Pós-Oração Final)
09- Final Culto - Saída da Plataforma
10- Extra_Prefixo_Oração
11- Extra_Fundo Musical_Falar Com Deus (pb)
12- Extra_Pós-Oração (Cont.Prefixo_Oração)
13- n°575 silêncio
14- n°613 - Amem D
Momento Infantil_Deixa Vim a Mim os Pequeninos - Completo
n°587 - Santo, Santo (Pós-Entrada Plataforma) - Completo


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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

No sábado, sexo é pecado?

Estamos postando esse artigo pois muitos jovens tem essa dúvida e acabam nos perguntando, sabemos que é um assunto mais para casais, mas também sabemos que ele será muito útil.

Uma pergunta que sempre é feita por ocasião dos encontros de casais e cursos para noivos da Igreja Adventista do Sétimo Dia é a seguinte: “Relação sexual, durante as horas do Sábado, é pecado?” As respostas se dividem: Alguns respondem sim; outros não.

Vários fatores levam uma pessoa a posicionar-se diante do assunto: Sua formação cultural, religiosa, familiar e concepções pessoais sobre o Sábado, sexo e casamento.

Conhecendo a Situação

É importante lembrar que a teologia do período pós-apostólico foi influenciada por correntes filosóficas como o Gnosticismo, que com seu dualismo entre matéria, essencialmente má, e espírito, essencialmente bom, gerou dois tipos de comportamentos:

Liberalismo – Doutrina que se baseia na liberdade inconsequente para desfrutar os prazeres da carne. Seus praticantes entregavam-se ao vicio e à imoralidade. Este comportamento liberal é completamente desaprovado pela ética cristã como se observa em toda a Bíblia.

Ascetismo – Doutrina moral que se baseia no desprezo do corpo e das sensações físicas de prazer. Seus praticantes chegavam a proibir o casamento e possuíam conceitos negativos sobre o sexo. Por sua vez, em sua época Paulo condenou uma heresia que proibia o casamento (1Tm 4:3).

Interessante atentar para o fato de que muitos dos chamados Pais da Igreja defendiam o celibato. Dentre eles: São Jerônimo, Tertuliano, Santo Agostinho. E ao que tudo indica, Santo Agostinho foi o que mais influenciou o pensamento católico. Ele cria que o celibato é superior ao casamento; e que sexo no casamento somente para procriação. E, ele foi além. Se o casamento é sacramento, então o sexo é pecado venial. Segundo o Novo Dicionário Aurélio, o pecado venial é aquele “que enfraquece a graça sem a destruir”. Diríamos que seria um pecado que Deus consentiria.

O ponto de vista de Agostinho em relação ao sexo tornou-se dominante na Igreja Medieval, e foi aceito por São Tomás no século XIII. Dessa forma, tornou-se a palavra autorizada para o catolicismo posterior, como testemunharam o Concílio de Trento e os pronunciamentos dos papas mais recentes. (E. C. Gardner, Fé Bíblica e Ética Social p. 257 e 258). Por outro lado existe o pensamento hedonista de que o sexo deve ser praticado apenas para o prazer.

Esses pensamentos equivocados geraram visões distorcidas do sexo, que não correspondem à Bíblia.

O Sexo na Bíblia

Na Bíblia, o sexo é apresentado como algo bom, dádiva do Criador para o casamento com propósitos de procriação e prazer (Gn 1:27,28; Pv 5:18-19; Mt 19:16). No entanto, há algo mais nas Escrituras que merece ser estudado.

O símbolo de uma experiência maior

Em Ef 5:23 a 32, Paulo estabelece um paralelo entre o casamento humano e a união de Cristo com Sua igreja. Este simbolismo tem suas raízes no Antigo Testamento. Esta analogia evidencia por implicação que o sexo dentro do casamento não é pecado.

A relação sexual praticada por um casal que se ama é plena de significado bíblico. É o clímax de uma união física, mental e espiritual abençoada pelo Criador. Pois, este ato torna os dois “uma só carne”. Não há dicotomia entre o corpo e a alma. Não há separação entre tal unidade e santidade. Por isso, o apóstolo Paulo disse: “O matrimônio seja honrado por todos, e o leito conjugal, sem mancha…” – Hb 13:4. A palavra para “leito” aqui usada é “koite”, que significa “coabitar”. Portanto, sexo no casamento é considerado santo e a expressão maior de uma união conjugal. Se crermos assim e o considerarmos bom e santo, provavelmente, não haverá problemas em nos relacionar dessa forma no sábado.

Além disso, no pensamento hebraico o Sábado devia ser usado como um tempo para os cônjuges renovarem seus votos de fidelidade e íntima comunhão. O Dr. Samuele Bacchiochi em seu livro Divine Rest For Human Restlessness, p. 294 menciona uma prática judaica que nos ajuda a entender esta concepção: “Samuel M. Segal explica que ‘segundo a lei judaica, todo homem deveria ter relações maritais pelo menos uma vez por semana, preferivelmente na sexta-feira à noite. Desde que o Cântico dos Cânticos fala do amor entre homem e mulher, o homem precisa lê-lo ao entrar no Sábado para criar uma atmosfera de amor e afeição. E por essa razão, também, na sexta-feira à noite, durante a refeição, o homem recita o último capitulo de Provérbios no qual se enaltece a mulher virtuosa’ (The Sabbath Book, 1942 p. 17)”.

Conclusão

Não pretendemos dogmatizar, mas apresentar um ponto de vista com respaldo teológico e bíblico. Todavia, existem outros pontos de vista que devem ser respeitados. Vale lembrar que a Bíblia não é normativa quanto a esta questão. Ela apenas nos fornece elementos necessários para dizermos que a relação sexual no casamento, conforme Hb 13:4, não é pecado. E, que este ato não é somente fisiológico-hedonista, nem somente para procriação. Mas um procedimento que envolve três aspectos distintos, mas inseparáveis: físico, mental e espiritual; é uma unidade. Com base nisso pode-se fazer uma ligação entre o sábado e a manifestação maior do amor conjugal. Contudo, é importante ressaltar que algumas pessoas não se sentem à vontade para praticar este ato durante as horas sabáticas. Elas devem ser respeitadas. Afinal a semana tem outros seis dias. O que não se pode é declarar que sexo no sábado é pecado baseado em conceitos pessoais.

Bibliografia

1) Bachiocchi, Samuele. Divine Rest for Human Restlessnes,Edição do autor – Berrien Springs. Michigan 49-103, USA
2) Gardner, E. C.. Fé Bíblica e Ética Social – Juerp, RJ
3) Lahye, Tim e Berverly. O Ato Conjugal, Editora Betânia, Venda Nova – MG
4) Lawe, Frank e Stephan Olford – A Santidade do Sexo, Editora Fiel, São Paulo, SP
5) Francis Nichol, Ed, The Seventh-Day Adventist Bible Comentary, Vols. I e VIII
6) Charles Wittschiebe, God Invented Sex, Review and Herald Publishing Association, Nashville, Tennessee.
7) Kubo, Sakae. Theology Ethics of Sex, Review and Herald Publishing Association, Nashville, Tennessee – Washington – DC
Autor: Pr. Moisés Mattos

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Tempo de curar

Muitas vezes nos sentimos ansiosos, obcecados pelas posses e pelo poder. Esta é uma enfermidade do espírito. E precisamos de cura.

por Fritz Guy

Para refletirmos sobre o valor e o sentido do sábado, o melhor é começar no tempo do ministério de Jesus. Analisaremos seis incidentes relacionados com o sábado, no ministério terrestre de Cristo, e então, tentaremos mostrar como o sábado pode contribuir para a cura de algumas de nossas mais obstinadas mazelas espirituais.

Seis incidentes – todos no sábado

1. O homem da mão ressequida. Em uma sinagoga surgiu a questão: “É lícito curar no sábado?” Jesus respondeu: “Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado esta cair numa cova, não fará todo esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha?”1

2. A mulher encurvada por dezoito anos. Enquanto ensinava na sinagoga em outra ocasião, Jesus curou uma mulher que por 18 anos não conseguia andar ereta. O líder da sinagoga, indignado, disse ao povo: “Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde pois nesses dias para serdes curados, e não no sábado.”2

3. Um homem com inchaço. Jesus foi convidado a comer em casa de um importante fariseu em dia de sábado, e notou a presença de um homem hidrópico. Perguntou, então aos mestres das Escrituras e aos demais, se era lícito, ou não, curar no sábado. Então, mais uma vez perguntou: “Qual de vós, se o filho ou o boi cair num poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado?”3

4. Um homem paralítico por trinta e oito anos. No tanque de Betesda, em Jerusalém, Jesus disse a um homem doente: “Levanta-te, toma o teu leito e anda.” Ao obedecer, o homem foi interpelado por pessoas que diziam estar ele desobedecendo às exigências do Torah ao carregar seu leito em dia de sábado.4

5. Um homem cego de nascença. Quando um homem que havia sido cego desde seu nascimento, foi inquirido acerca de sua repentina cura, respondeu que Jesus havia feito barro e havia colocado esse barro sobre seus olhos, ordenando que fosse lavá-los no tanque de Siloé. Então, alguns fariseus disseram: “Esse Homem não é de Deus, porque não guarda o sábado.”5

Fica claro que Jesus considera o sábado como um dia de cura.6 Cuidar dos enfermos, tanto no físico quanto no espírito, é, em princípio, uma boa maneira de observar o sábado, uma boa maneira de usar o sagrado tempo do sábado.

6. “Certo sábado, Jesus estava atravessando um campo de trigo, e Seus discípulos começaram a catar grãos para comer. Alguns fariseus disseram a Jesus: “Vê! por que fazem o que não é lícito aos sábados?

“Mas Ele lhes respondeu: Nunca leste o que fez Davi, quando se viu em necessidade, e teve fome, ele e os seus companheiros?

“E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é Senhor também do sábado.”7

Dentre os ensinamentos de Jesus, quanto se saiba, esta foi a coisa mais importante que Ele falou acerca do sábado: “O Filho do homem é Senhor também do sábado.” O sábado não é só um período de tempo para curar a outros, mas, também, para experimentarmos nossa própria cura. Na verdade o sábado pode curar algumas de nossas mais obstinadas mazelas espirituais.

Coisas que nos esmagam – Entre as enfermidades do espírito que mais nos assediam, estão a ansiedade e a obsessão. Menciono estas duas, porque, na maior parte do tempo, elas são como os dois lados de uma mesma moeda: nossas obsessões são a desventurada expressão de nossas ansiedades.

Eis aqui quatro enfermidades comuns:

• Ficamos ansiosos por obter posses, e obcecados por adquiri-las. Parece que nunca temos o suficiente, então continuamos comprando e acumulando coisas. Temos que admitir que queremos viver tão bem quanto possível, e nos preocupamos com as cotações do mercado de valores.

Às vezes chamamos isto de “materialismo”, sendo que na verdade isto não passa de “consumismo”. Quando nos sentimos mal, animamo-nos comprando alguma coisa; quando nos sentimos bem, comemoramos comprando alguma coisa. E nesse negócio, podemos estar certos de que nossa cultura nos oferece o máximo de encorajamento. Um norte-americano típico preferiria comprar a partilhar.

• Ficamos ansiosos acerca de nosso desempenho, e obcecados por realizações. Preocupamo-nos com nossa produtividade e realizações. Avaliamos o desempenho uns dos outros e nos preocupamos com nosso próprio desempenho – profissional, espiritual e até mesmo sexual.

A ansiedade gerada pelo desempenho está em todos os lugares: Como estamos nos saindo? Será que estamos nos saindo suficientemente bem? Estamos nos esforçando o suficiente? Trabalhamos com o necessário dinamismo? O que poderíamos estar fazendo que ainda não estamos fazendo?

• Ficamos ansiosos acerca de nossa posição e obcecados por nossa imagem. Preocupamo-nos com o que os outros pensam de nós, e o que pensam ou possam pensar motiva, em grande parte, o que fazemos. Uma vez ou outra, todos nós já perguntamos: “O que é que o vizinho vai pensar?” ou, “o que é que os membros da igreja vão pensar?” ou, “o que é que meus colegas vão pensar?”

Até certo ponto, é claro, isto é saudável, pois a preocupação com nossa imagem estimula o bom comportamento que poderia não ocorrer em outras circunstâncias. Lembro-me de que, quando eu era criança, minha mãe costumava mandar que deixássemos a casa arrumada antes de ir para a cama. Ela dizia: “Se de repente a casa pegar fogo e os bombeiros tiverem que entrar, não quero que pensem que sou uma dona de casa desordeira.”

Muitas pessoas têm uma consciência exagerada acerca de sua imagem, e isto é nocivo. Em grande parte nossa desonestidade diária é motivada pelo desejo de proteger uma imagem. Alguém está atrasado para um compromisso e culpa o trânsito quando, na verdade, dormiu demais. Um jovem advogado de uma grande empresa em Los Angeles contou-me que seus colegas de trabalho com freqüência trabalham muitas horas além das determinadas pelo empregador, não porque precisem (ou queiram) ganhar mais dinheiro, mas porque precisam (e querem) parecer importantes. Em casos extremos, pessoas que não conseguem aceitar a perda do status, ou uma imagem deslustrada, tentam escapar da situação cometendo suicídio.

• Ficamos ansiosos acerca de nossa autoridade e obcecados pelo controle. Não queremos apenas controlar nossa própria vida; queremos, também, numa ilusão extravagante, controlar a vida de outros. Às vezes, é claro, os pais precisam exercer autoridade. Todo pai, alguma vez já disse, zangado: “Porque eu mandei! Por isso!” Pode ser que não seja possível fazer uma criança de cinco anos entender por que chegou a hora de ir para a cama.

Mas, com uma freqüência exagerada – na família, em instituições, no governo – “Porque eu mandei” parece ser a única razão. Quando manter a autoridade e o controle passa a ser a razão principal para se fazer ou dizer alguma coisa, é hora de repensar nossos valores.

Quantas guerras – nacionais, eclesiásticas, e institucionais – são travadas devido a controvérsias sobre autoridade e controle! A vida em comunidade nunca é simples, e tenho observado que a maior parte das batalhas teológicas se complicam devido a questões de autoridade.

A cura – O sábado oferece a possibilidade de cura para todas essas enfermidades do espírito.

• Para nossa ansiedade acerca das posses e nossa obsessão por adquiri-las, o sábado é um período em que coisas passam a ter menos importância. O tempo do sábado nos liberta do objetivo de ganhar dinheiro para pagar coisas – coisas feitas de tijolos e estuque, coisas de seda e lã, coisas movidas a cavalos de força. O sábado é um tempo em que não temos que nos preocupar com o pagamento de contas, com a lavagem do carro, com as compras de supermercado, com a limpeza dos arredores da casa, ou com a limpeza do interior da casa.

O sábado é um tempo para os relacionamentos essenciais que fazem de nós aquilo que somos – relacionamento com Deus, com a família e amigos, com toda a família humana, e com toda a obra da criação. Esses relacionamentos promovem nossa identidade e dão verdadeiro significado à nossa vida.

• Para a ansiedade acerca do nosso desempenho, e para a obsessão pelas realizações, o tempo do sábado é tempo para desfrutarmos da espiritualidade. Não é, primariamente, um tempo para fazer, mas para ser. A palavra “sábado” é a forma aportuguesada da palavra hebraica shabbat, que está relacionada com um verbo que significa parar, cessar, desistir – deixar de fazer.

• Na história da criação, o sábado de Deus surgiu quando Ele completou Seu trabalho. E isto não dá a idéia de que Ele estivesse precisando Se recuperar, mas de que Deus ficou satisfeito e queria comemorar. O sábado de Deus foi um período usado para vivenciar e desfrutar, apreciar e confirmar o resultado da divina criação.

Para nós, o sábado é um tempo durante o qual recordamos, confirmamos e desfrutamos do significado de sermos seres humanos, criados à imagem de Deus. É um tempo que me leva a recordar e desfrutar o fato de que o significado da minha vida não depende do quanto consigo realizar ou adquirir, ou produzir; nem da maneira como desempenho meu papel de professor e erudito, ou de esposo e pai. O sábado é um tempo não para fazer, mas para ser; um tempo para relembrar que não sou um fazedor humano, mas um ser humano. O sábado é um tempo para se apreciar a realidade que Deus criou, para se descobrir, por experiência, sua beleza e variedade, sua delicadeza e seu poder. É um tempo para se desfrutar a virtude da existência, e do fato de sermos seres humanos – parte de uma família de parentes, amigos e companheiros, pertencentes a uma comunidade de fé.

Esse tipo de vivência é verdadeiramente curativo. É como disse Abraham Heschel mais de um século atrás: “Uma oportunidade para emendar nossa vida esfarrapada.”8

• Para a ansiedade acerca de nossa posição e obsessão com nossa imagem, o sábado é um período durante o qual temos a oportunidade de relembrar que o significado da vida vem do relacionamento de Deus conosco. Deus nos ama e nos considera parte da família, e, no sábado nos lembramos de que somos um fim e não um meio, que nossa existência é um presente de Deus para nós e para outros. O sábado nos faz lembrar e reafirmar os valores fundamentais que determinam a qualidade de nossa vida.

Isto também promove cura. Tomando emprestada outra metáfora de Heschel, o sábado nos tira da lama de nossa existência.9

• Para a ansiedade acerca de nossa autoridade e obsessão pelo controle, o sábado é um período separado para a gratidão. Como diz um dos meus amigos, o sábado nos faz lembrar que nós mesmos somos o próprio presente de Deus, e não pessoas que se fazem a si mesmas. Nós não criamos a nós mesmos. Não somos deuses; somos criaturas. Alguém teve que trocar nossas fraldas, e limpar nossa baba. Tivemos que ser carregados de um lado para outro. Éramos criaturas totalmente indefesas.

A consciência deste fato tira muitos fardos de nossos ombros – o fardo da perfeição, do controle, de brincar de deus (para nós mesmos e para outros). Isto também nos ajuda a ser um pouco mais humildes. E você conhece o ditado – não existe humilhação para o humilde. Portanto, ficamos livres de algumas das dores que a vida traz, e isto promove paz e cura interior.

O sábado é um período em que podemos valorizar as ricas bênçãos que recebemos na vida. Quando paramos para pensar nas inúmeras graças que temos recebido, é mais difícil nos preocuparmos com o fato de termos, ou não, autoridade.

Portanto, o sábado é um tempo para nos ocuparmos com os relacionamentos que fazem de nós o que somos; tempo para apreciar a alegria de sermos seres humanos no mundo de Deus; tempo para reafirmar os valores que determinam a qualidade moral de nossa vida; tempo para agradecer a Deus todos os presentes que Ele nos dá.

Não resta dúvida de que o sábado é um tempo para cura – cura de outros e nossa própria.

Referências:
1. Ver Mat. 12:9-14; Mar. 3:1-6; Luc. 6:6-11.
2. Ver Luc. 13:10-17.
3. Ver Luc. 14:1-6.
4. Ver João 5:2-18.
5. Ver João 9:1-17.
6. John C. Brunt, A Day for Healing: The Meaning of Jesus' Sabbath Miracles (Washington, D.C.: Review and Herald Pub. Assn., 1981).
7. Ver Mar. 2:23-28.
8. Abraham Joshua Heschel, The Sabbath: Its Meaning for Modern Man (New York: Farrar Straus, 1952), pág. 18.
9. Ibidem, pág. 29.
Fritz Guy é professor de Teologia e Filosofia na Universidade de La Sierra, Riverside, Califórnia, EUA.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sinal do poder criador

Grandes bênçãos estão compreendidas na observância do sábado, e a vontade divina é que esse dia seja para nós de deleites. Grande júbilo presidiu à instituição do sábado. Contemplando com satisfação as coisas que criara, Deus declarou “muito bom” tudo quanto fizera. Gênesis 1:31. O Céu e a Terra vibravam então de alegria. “As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam” (Jó 38:7). Embora o pecado tivesse sobrevindo, e manchado a perfeita obra divina, o Senhor nos dá no sábado o testemunho de que um Ser onipotente, infinito em misericórdia e bondade, é o Criador de todas as coisas. É propósito do Pai celestial preservar entre os homens, mediante a observância do sábado. ... Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Deus verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz.1

E o Senhor diz: “Se desviares o teu pé de profanar o sábado, e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso, e santo dia do Senhor, digno de honra, ... então te deleitarás no Senhor.” Isaías 58:13 e 14. A todos quantos recebem o sábado como sinal do poder criador e redentor de Cristo, ele será um deleite. Vendo nele Cristo, nEle se deleitam.2

Deus abençoou e santificou o sétimo dia, porque nele repousou de toda a Sua maravilhosa obra da criação. O sábado foi feito para o homem, e Deus deseja que ele nesse dia deixe o trabalho, como Ele próprio descansou, após os seis dias de trabalho da criação.3

Mesmo no princípio do quarto preceito, disse Deus: “Lembra-te.” Ele reclama um dia, que Ele pôs de parte e santificou. Ele o dá ao homem como um dia em que possa repousar do trabalho e dedicar-se à adoração e ao desenvolvimento de sua condição espiritual.4

Sinal – O sábado é um sinal do poder criador e redentor; ele indica a Deus como a fonte da vida e do saber; lembra a primitiva glória do homem, e assim testifica do propósito de Deus em criar-nos de novo à Sua própria imagem.

O sábado e a família foram, semelhantemente, instituídos no Éden, e no propósito de Deus acham-se indissoluvelmente ligados um ao outro. Neste dia, mais do que em qualquer outro, é-nos possível viver a vida do Éden.

Sobre o sábado Ele põe Sua misericordiosa mão. No Seu dia Ele reserva à família a oportunidade da comunhão com Ele, com a natureza, e uns para com outros.

Visto que o sábado é a memória do poder criador, é o dia em que de preferência a todos os outros devemos familiarizar-nos com Deus mediante Suas obras. Feliz é a família que pode ir ao lugar de culto, aos sábados, como iam Jesus e Seus discípulos à sinagoga, através de campos, ao longo das praias do lago, ou por entre bosques. Felizes são o pai e a mãe que podem ensinar a seus filhos a Palavra escrita de Deus com ilustrações tiradas das páginas abertas do livro da natureza; que podem com eles reunir-se sob as verdes árvores, no ar fresco e puro, para estudar a Palavra e cantar os louvores do Pai celestial.

Por meio de tais associações, os pais poderão ligar os filhos a seu coração, e assim a Deus, mediante laços que jamais se hão de romper.5

O sábado é um elo de ouro que une a Deus o Seu povo.6 A nós, como a Israel, o sábado é dado “em concerto perpétuo”. Êxodo 31:16. Para os que reverenciam o Seu santo dia, o sábado é um sinal de que Deus os reconhece como Seu povo eleito, o penhor de que cumprirá para com eles Seu concerto. Qualquer alma que aceitar esse sinal do governo de Deus, coloca-se a si mesma sob o concerto divino e perpétuo. Liga-se assim à áurea cadeia da obediência, cada elo da qual representa uma promessa.7

A história passada deve ser muitas vezes repetida ao povo, tanto aos idosos como aos jovens. Necessitamos rememorar freqüentemente a bondade do Senhor e louvá-Lo pelas Suas maravilhosas obras.8

A igreja de Deus na Terra é solidária com a do Céu. Os crentes na Terra e os seres celestiais que não pecaram, constituem uma só igreja. Cada ser celestial toma interesse nos santos que na Terra se reúnem para adorar a Deus.9

O templo de Deus no Céu está aberto e seus umbrais inundados da glória que se derrama sobre toda a igreja que ama a Deus e guarda Seus mandamentos. Devemos estudar, meditar e orar. Então nossos olhos atingirão até o interior do templo celestial e compreenderemos os motivos dos cânticos de louvor do coro divino que cerca o trono de Deus.

Quando fizermos aplicação do precioso colírio a nós oferecido, haveremos de ver a glória do além. A fé romperá através das sombras de Satanás, e contemplaremos nosso Advogado, oferecendo em nosso auxílio o incenso de Seus próprios méritos. Quando virmos as coisas como são, como o Senhor deseja que as vejamos, seremos cheios do conhecimento da imensidade e variedade do amor divino.

Deus ensina que devemos congregar-nos em Sua casa, a fim de cultivar as qualidades do amor perfeito. Com isto os habitantes da Terra serão habilitados para as moradas celestiais que Cristo foi preparar para os que O amam. Lá no santuário de Deus, reunir-se-ão, então, sábado após sábado e mês a mês para participarem dos mais sublimes cânticos de louvor e ação de graças, entoados em honra dAquele que está assentado no trono, e ao Cordeiro, eternamente.10

Referências:
1. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 16.
2. O Desejado de Todas as Nações, pág. 289.
3. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 494.
4. Ibidem, págs. 496 e 497.
5. Educação, págs. 250 e 251.
6. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 18.
7. Ibidem, pág. 17.
8. Ibidem, pág. 321.
9. Ibidem, pág. 32.
10. Ibidem, pág. 34.

quarta-feira, 31 de março de 2010

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Bandidos podem, sabatistas, não

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 42, deve fazer a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em janeiro de 2010 na penitenciária segurança máxima de Campo Grande (MS). Outros 41 detentos da unidade também estão inscritos para o exame. De acordo com a assessoria do Ministério da Justiça, a prova será aplicada entre os dias 5 e 6 de janeiro [terça-feira e quarta-feira], no período da tarde, em cada uma das quatro alas da penitenciária. Em cada uma dessas alas terá um fiscal do MEC (Ministério da Educação) acompanhando a aplicação do exame, além de agentes penitenciários. Segundo o MEC, dados preliminares apontam que cerca de 10 mil detentos vão realizar a prova em todo o país, mas ainda não possuía, até a manhã de hoje, um balanço dos Estados e presídios em que acontecerá a prova.

Beira-Mar foi condenado no mês passado a 15 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato do também traficante João Morel, ocorrido em 21 de janeiro de 2001 no presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS).

Antes disso, ele já cumpria pena de mais de 67 anos de prisão por crimes -relacionados, em sua maioria, ao tráfico de drogas -, passou por diferentes unidades prisionais e, desde 2007, cumpre pena no presídio federal de Campo Grande.

(Folha Online)

Nota: Adventistas e judeus solicitaram a mudança do dia da prova do Enem, que neste ano caiu num sábado e num domingo, e não tiveram o pedido atendido. Tiveram, sim, que ficar confinados ("presos") numa sala para poder prestar o exame após o pôr do sol de sábado. Apesar da desvantagem em relação aos demais estudantes (ter que realizar a prova à noite, após um dia tediante de reclusão), ninguém reclamou. Foi um paliativo razoável. Mas a notícia acima mostra que há dois pesos e duas medidas, e que o prato da balança tende para o lado dos assasinos, estupradores, traficantes, ladrões... e não para o lado de um povo ordeiro, pacífico, que tudo o que pediu foi a manutenção de seu direito de liberdade religiosa e de consciência. Que país é este?![MB]
 
Fonte: http://www.criacionista.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Desde o princípio dos tempos



Antes da queda, nossos primeiros pais tinham guardado o sábado, que fora instituído no Éden; e depois de sua expulsão do Paraíso, continuaram sua observância. Haviam provado os amargos frutos da desobediência, e aprenderam o que todos os que pisam os mandamentos de Deus mais cedo ou mais tarde aprenderão: que os preceitos divinos são sagrados e imutáveis e que a pena da transgressão certamente será aplicada. O sábado foi honrado por todos os filhos de Adão que permaneceram fiéis para com Deus. Mas Caim e seus descendentes não respeitaram o dia em que Deus repousara. Escolheram o seu próprio tempo para o trabalho e para o descanso, sem consideração para com o mandado expresso de Jeová.1


Santificado pelo descanso e bênção do Criador, o sábado foi guardado por Adão em sua inocência no santo Éden; por Adão, depois de caído mas arrependido, quando expulso de sua feliz morada. Foi guardado por todos os patriarcas, desde Abel até o justo Noé, até Abraão, Jacó. Quando o povo escolhido esteve em cativeiro no Egito, muitos, em meio da idolatria dominante, perderam o conhecimento da lei de Deus; mas, quando o Senhor libertou Israel, proclamou-a com terrível majestade à multidão reunida, para que conhecesse a Sua vontade, e a Ele temesse e obedecesse para sempre.


Desde aquele dia até o presente, o conhecimento da lei de Deus tem-se preservado na Terra, e o sábado do quarto mandamento tem sido guardado. Posto que o “homem do pecado” conseguisse calcar a pés o santo dia de Deus, houve, contudo, mesmo no período de sua supremacia, ocultas nos lugares solitários, almas fiéis que lhe dispensavam honra. Desde a Reforma, tem havido alguns, em cada geração, a manterem a sua observância. Embora freqüentemente em meio de ignomínia e perseguição, constante testemunho tem sido dado da perpetuidade da lei de Deus e da obrigação sagrada relativa ao sábado da Criação.2


O sábado, como um memorial do poder criador divino, designa a Deus como o que fez os céus e a Terra. Daí o ser ele uma testemunha constante de Sua existência, e lembrança de Sua grandeza, Sua sabedoria e Seu amor. Se o sábado tivesse sido observado de maneira sagrada, nunca teria havido um ateu ou idólatra.
A instituição do sábado, que se originou no Éden, é tão antiga como o próprio mundo. Foi observado por todos os patriarcas, desde a criação. Durante o cativeiro no Egito, os israelitas foram obrigados por seus maiorais de tarefas a violar o sábado; e em grande parte perderam o conhecimento de sua santidade.


Quando a lei foi proclamada no Sinai, as primeiras palavras do quarto mandamento foram: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar” (Êxodo 20:8), mostrando que o sábado não foi instituído então; sua origem está ligada à criação. A fim de apagar a lembrança de Deus da mente dos homens, Satanás intentava destruir este grande memorial. Se os homens pudessem ser levados a esquecer seu Criador, não fariam esforços para resistir ao poder do mal, e Satanás estaria certo de sua presa.3

Referências:
1. Patriarcas e Profetas, págs. 80 e 81.
2. O Grande Conflito, pág. 453.
3. Patriarcas e Profetas, pág. 336.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Sábado No Novo Testamento


Os que insistem em pregar que o sábado passou, e que os cristãos estão hoje desobrigados de sua observância, afirmam apoiarem-se nos ensinamentos de Jesus ou dos apóstolos para justificarem tal mudança na Lei. Mas Jesus realmente ensinou que o sábado não mais deveria ser guardado? Aboliu o Senhor este mandamento, e colocou o domingo em seu lugar, como o dia de adoração para os cristãos? Vejamos o que diz a Palavra do Senhor, pois o sábado aparece mais de 60 vezes no Novo Testamento. Faça o download e confira.



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sábado, 12 de dezembro de 2009

Ele foi a Nazaré


Nazaré, por volta do ano 15 d.C. Vemos uma carpintaria perto de uma estrada sinuosa e poeirenta, nas imediações da cidade – uma carpintaria que passa a semana inteira atarefada na bem-ordenada e eficiente produção de arados, jugos, mesas, cadeiras e outros artigos de madeira para uso no campo e no lar. Embora situada em um bairro pobre, é sem dúvida a melhor carpintaria em toda a Palestina, pois Aquele que arquitetou e formou o Universo trabalha ali, ainda que incógnito, no momento. O ritmo do trabalho raramente diminui. Do primeiro dia da semana em diante, clientes são vistos entrando e saindo. Para seu sustento, muitos deles dependem do conserto imediato de seus implementos agrícolas ou da rápida produção de novos. Freqüentemente a noite chega antes de ouvir-se o último ruído do serrote, do martelo e da plaina, naquela humilde carpintaria de Nazaré.

Mas o que vemos no sexto dia da semana? O trabalho se encerra ao meio-dia. A carpintaria é varrida e limpada cuidadosamente; todas as ferramentas são colocadas em seu devido lugar. Nas primeiras horas da tarde, a carpintaria já está vazia e quieta, pois o sábado se aproxima e é dia de preparação. A família de José trabalha alegre e diligentemente para preparar sua casa para o santo dia de Deus, que é sempre bem-vindo. Avançando serenamente rumo ao horizonte, o sol lança seus raios dourados em exuberante profusão sobre verdes colinas e vales. As sombras aumentam à medida que o dia escurece em purpúreo crepúsculo. Durante a tarde, as ruas esvaziaram-se lentamente. Os pastores e agricultores retornam mais cedo do campo para casa. Até as crianças param de brincar bem antes do pôr-do-sol. O comovente som do shofar* de chifre de carneiro penetra o tranqüilo ar vespertino para anunciar a chegada das horas sagradas. Pouco depois, ouvem-se melodias em todos os lares. De maneira cativante, saudosos cânticos de Sião, anelantes pelo Paraíso, dão ao sábado as boas-vindas. As lâmpadas são acesas e o brilho da santa celebração, colorido com uma vida inteira de sagradas recordações, é refletido em todos os olhares.

A conversa gira em torno de temas celestiais durante a singela refeição familiar. Tanto ricos como pobres estão livres de seu trabalho semanal para mais um abençoado dia de sábado. Deus Se aproxima amorosamente para estar em comunhão com Seus filhos neste sagrado tabernáculo do tempo. A noite dissolve o crepúsculo e todos vão tranqüilamente dormir, pois os problemas da semana foram esquecidos e todos os fardos lançados sobre Aquele que cuida dos que são Seus. (Ver Salmo 55:22.)

Na manhã seguinte, a carpintaria continua fechada. Nenhum freguês se aproxima da porta e nem sequer a olha de passagem, pois todos os habitantes da cidade, saindo de mansões e cabanas, se dirigem a pé à sinagoga. Jesus e Sua família também vão.
Nazaré, 27 d.C.

Anos mais tarde, um jovem de face bronzeada, semblante sereno e familiar, une-se a um crescente grupo de adoradores em uma estrada freqüentemente trilhada. “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o Seu costume, e levantou-Se para ler. Então, Lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-Me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor. ... Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Todos Lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que Lhe saíam dos lábios.” Lucas 4:16-19, 21 e 22.

O Senhor do sábado, cheio de graça e de verdade, viera para anunciar o definitivo repouso sabático, para restauração do ser humano, por meio do evangelho eterno. Em Sua vida e ensinos Ele exaltou e honrou a lei, guardando irrepreensivelmente todos os mandamentos de Seu Pai; e por meio de Seu sacrifício fez com que Sua justiça jorre como um poderoso manancial do Calvário a todo coração que O aceite. Deixou também o legado do Seu Espírito para conduzir Seus seguidores em toda a verdade, e declarou: “Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também.” João 13:15. Cristo demonstrou como santificar o sábado, sinal de Seu poder criador. Ele ensinou a Seus discípulos: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos.” João 14:15. Cristo guardou o sábado tanto na vida como na morte. (Ver Lucas 23:50-56.) “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus.” Hebreus 4:9.

Obs: O shofar é uma corneta de chifre de carneiro que era tocada pelos sacerdotes judeus. É usada ainda hoje nas sinagogas ortodoxas.


Escrito por
Brian Jones

sábado, 28 de novembro de 2009

Um Dia Para Recordar

Em seu cativeiro, os israelitas até certo ponto tinham perdido o conhecimento da lei de Deus, e haviam-se afastado de seus preceitos. O sábado tinha sido geralmente desrespeitado, e as cobranças dos maiorais de tarefas tornaram sua observância aparentemente impossível. Mas Moisés mostrara a seu povo que a obediência a Deus era a primeira condição de livramento; e os esforços feitos para restaurar a observância do sábado vieram a ser notados pelos seus opressores.1

Deus prometera ser o seu Deus e tomá-los para Si como um povo após a milagrosa libertação do cativeiro egípcio. O suprimento de provisões começara agora a diminuir. Como se deveria suprir o alimento para aquelas vastas multidões? Dúvidas enchiam o coração deles, e de novo murmuraram. Mesmo os príncipes e anciãos do povo se uniram nas queixas contra aqueles dirigentes que tinham sido designados por Deus.

Não haviam, até aquele momento, sofrido fome; suas necessidades presentes eram supridas, mas temiam pelo futuro.2

Deus não Se esquecia das necessidades de Israel. Disse a seu guia: “Eis que vos farei chover pão dos céus.” E foram dadas instruções para que o povo apanhasse uma porção para cada dia, e porção dupla no sexto dia, para que se pudesse manter a sagrada observância do sábado.3
Pela manhã, jazia na superfície do solo “uma coisa miúda, redonda; miúda como a geada”. “Era como semente de coentro branco.” O povo chamou-o maná. Disse Moisés: “Este é o pão que o Senhor vos deu para comer” (Êxodo 16:14, 15 e 31).

Foi-lhes determinado que apanhassem diariamente um gômer [aproximadamente três litros] para cada pessoa; e dele não deveriam deixar para a manhã seguinte. Alguns tentaram guardar uma porção até o dia seguinte, mas achou-se então estar impróprio para alimento.
No sexto dia, o povo colhia dois gômeres para cada pessoa. “Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor: o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde em guarda até amanhã.” Assim fizeram, e acharam que ficara inalterado. E Moisés disse: “Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá” (Êxodo 16:23, 25 e 26).
Maná – Cada semana, durante sua longa peregrinação no deserto, os israelitas testemunharam um tríplice milagre, destinado a impressionar-lhes o espírito com a santidade do sábado: uma dobrada quantidade de maná caía no sexto dia, nada caía no sétimo, e a porção necessária para o sábado conservava-se fresca e pura, enquanto qualquer quantidade que se deixava de um dia para outro, em outra ocasião, se tornava imprópria para o uso.4

Deus queria transformar a ocasião em que falaria a Sua lei numa cena de terrível grandeza, à altura do exaltado caráter da mesma. O povo deveria receber a impressão de que todas as coisas ligadas ao serviço de Deus, deviam ser consideradas com a maior reverência. O Senhor disse a Moisés: “Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles os seus vestidos; e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o Monte Sinai.” Durante esses dias intermediários, todos deviam ocupar o tempo em preparação solene para comparecer perante Deus.

A preparação fora feita, conforme o mandado; e, em obediência a outra ordem, Moisés determinou que fosse colocado um obstáculo em redor do monte, para que nem homem nem animal pudesse entrar no recinto sagrado. Se algum se arriscasse a tão-somente tocá-lo, o castigo seria a morte instantânea.
Na manhã do terceiro dia, volvendo-se os olhares de todo o povo para o monte, o cimo deste estava coberto de uma nuvem densa, que se tornou mais negra e compacta, descendo até que toda a montanha foi envolta em trevas e terrível mistério. Então se ouviu um som como de trombeta, convocando o povo para encontrar-se com Deus; e Moisés guiou-os ao pé da montanha. Da espessa escuridão faiscavam vívidos relâmpagos, enquanto os ribombos do trovão ecoavam e tornavam a ecoar por entre as montanhas circunvizinhas. “E todo o Monte de Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo, e todo o monte tremia grandemente.” Tão terríveis eram os sinais da presença de Jeová que as hostes de Israel tremeram de medo, e caíram prostradas perante o Senhor.

E então cessaram os trovões; não mais se ouviu a trombeta; a terra ficou calada. Houve um tempo de solene silêncio, e então se ouviu a voz de Deus. Falando da espessa escuridão que O envolvia, estando Ele sobre o monte, rodeado de um acompanhamento de anjos, o Senhor deu a conhecer a Sua lei.5
Jeová revelou-Se não somente na terrível majestade de juiz e legislador, mas como um compassivo guarda de Seu povo: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êxodo 20). Esse era o que agora falava a Sua lei.6
Decálogo – Como símbolo da autoridade de Deus, e incorporação de Sua vontade, foi entregue a Moisés uma cópia do Decálogo gravada pelo dedo do próprio Deus em duas tábuas de pedra (Deuteronômio 9:10; Êxodo 32:15 e 16), para que, de maneira sagrada, fosse colocada no santuário, o qual, depois de construído, deveria ser o centro visível do culto da nação.7

A lei não fora proferida naquela ocasião exclusivamente para o benefício dos hebreus. Deus os honrou, fazendo deles os guardas e conservadores de Sua lei, mas esta deveria ser considerada como um depósito sagrado para todo o mundo. Os preceitos do Decálogo são adaptados a toda a humanidade, e foram dados para a instrução e governo de todos. Dez preceitos breves, compreensivos, e dotados de autoridade, abrangem os deveres do homem para com Deus e seus semelhantes; e todos baseados no grande princípio fundamental do amor.8

O sábado não é apresentado como uma nova instituição, mas como havendo sido estabelecido na criação. Deve ser lembrado e observado como a memória da obra do Criador. Apontando para Deus como Aquele que fez os céus e a Terra, distingue o verdadeiro Deus de todos os falsos deuses. Todos os que guardam o sétimo dia, dão a entender por este ato que são adoradores de Jeová. Assim, o sábado é o sinal de submissão a Deus por parte do homem, enquanto houver alguém na Terra para O servir. O quarto mandamento é o único de todos os dez em que se encontra tanto o nome como o título do Legislador. É o único que mostra pela autoridade de quem é dada a lei. Assim contém o selo de Deus, afixado à Sua lei, como prova da autenticidade e vigência da mesma.9

Era propósito do Senhor que pela fiel observância do mandamento do sábado, Israel fosse continuamente lembrado de sua responsabilidade perante Ele como seu Criador e seu Redentor. Enquanto guardassem o sábado no devido espírito, a idolatria não poderia existir; mas se as exigências deste preceito do decálogo fossem postas de lado como não mais vigentes, o Criador seria esquecido e os homens adorariam a outros deuses.10

Nenhuma outra das instituições dadas aos judeus tinha o objetivo de distingui-los tão completamente das nações circunvizinhas, como o sábado. Era intenção do Senhor que sua observância os designasse como adoradores Seus. Seria um sinal de sua separação da idolatria, e ligação com o verdadeiro Deus. Mas a fim de santificar o sábado, os homens precisam ser eles próprios santos. Devem, pela fé, tornar-se participantes da justiça de Cristo. Quando foi dado a Israel o mandamento: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar” (Êxodo 20:8), o Senhor lhes disse também: “E ser-Me-eis homens santos” (Êxodo 22:31). Só assim o sábado poderia distinguir a Israel como os adoradores de Deus.
Quando os judeus se apartaram do Senhor e deixaram de tornar a justiça de Cristo sua pela fé, o sábado perdeu para eles sua significação. Satanás estava procurando exaltar-se e afastar os homens de Cristo, e trabalhou para perverter o sábado, pois é o sinal do poder de Cristo.11
Santidade – Numa ocasião, por ordem do Senhor, o profeta se pôs numa das principais entradas da cidade, e aí apelou para a importância da santificação do sábado. Os habitantes de Jerusalém estavam em perigo de perder de vista a santidade do sábado, e foram solenemente advertidos contra o seguir seus interesses seculares nesse dia. “Se diligentemente Me ouvirdes”, o Senhor declarou, “e santificardes o dia de sábado, não fazendo nele obra alguma, então entrarão pelas portas desta cidade reis e príncipes, assentados sobre o trono de Davi, andando em carros e montados em cavalos, eles e seus príncipes, os homens de Judá, e os moradores de Jerusalém; e esta cidade será para sempre habitada” (Jeremias 17:24 e 25).

Esta promessa de prosperidade como recompensa de obediência foi acompanhada por uma profecia de terríveis juízos que cairiam sobre a cidade, caso seus habitantes fossem desleais a Deus e Sua lei. Se as admoestações para obediência ao Senhor Deus de seus pais e a santificação de Seu dia de sábado não fossem atendidas, a cidade e seus palácios seriam totalmente destruídos pelo fogo. Mas o chamado ao arrependimento e reforma não foi atendido pela grande massa do povo.12

“Por isso, o Senhor fez subir contra ele o rei dos caldeus... Os que escaparam da espada, a esses levou ele para a Babilônia, onde se tornaram seus servos... até ao tempo do reino da Pérsia; para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias...” II Crônicas 36:17, 20 e 21. (Ver Jeremias 25:9-12.)

Referências:
1. Patriarcas e Profetas, pág. 258.
2. Ibidem, pág. 292.
3. Ibidem, pág. 294.
4. Ibidem, págs. 295 e 296.
5. Ibidem, págs. 303 e 304.
6. Ibidem, pág. 305.
7. Ibidem, pág. 314.
8. Ibidem, pág. 305.
9. Ibidem, pág. 307.
10. Profetas e Reis, pág. 182.
11. O Desejado de Todas as Nações, págs. 283 e 284.
12. Profetas e Reis, págs. 411 e 412.

sábado, 21 de novembro de 2009

Um Dia Feliz


“Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do Senhor em todas as vossas moradas” (Levítico 23:3).

Deus Se aproxima de Seu povo durante o dia por Ele abençoado e santificado. Seguindo o exemplo do Criador, deveria o homem repousar neste santo dia, a fim de que, ao olhar para o céu e para a Terra, pudesse refletir na grande obra da criação de Deus; e para que, contemplando as provas da sabedoria e bondade de Deus, seu coração pudesse encher-se de amor e reverência para com o Criador.1

Como se preparar – Durante toda a semana nos cumpre ter em mente o sábado e fazer a preparação indispensável, a fim de observá-lo conforme o mandamento. Não devemos observá-lo simplesmente como objeto de lei. Devemos compreender suas relações espirituais com todos os negócios da vida.2 A oração diária dos que observam o sábado deve ser no sentido de que a santidade do sábado permaneça com eles.

Quando o sábado é desta forma lembrado, as coisas temporais não influirão sobre o exercício espiritual de modo a prejudicá-lo. Nenhum serviço relacionado com os seis dias de trabalho será deixado para o sábado.3 Ninguém deve se absorver tanto durante a semana com as coisas temporais e ficar tão exausto devido aos esforços para conseguir o ganho terreno, que no sábado não tenha forças ou energias para empregar no serviço do Senhor.4

Embora a preparação para o sábado deva prosseguir durante toda a semana, a sexta-feira é o dia por excelência da preparação. (Ver Êxodo 16:23; Lucas 23:50-56.) 5

Nesse dia [dia de preparação] todas as divergências existentes entre irmãos, tanto na família como na igreja, devem ser removidas. 6

Antes de começar o sábado, tanto a mente como o físico devem desembaraçar-se de todos os negócios seculares. Diz Deus: “Aos que Me honram, honrarei” (I Samuel 2:30).7 Devemos observar cuidadosamente os limites do sábado. Lembrai-vos de que cada minuto é tempo sagrado. 8

O trabalho que é negligenciado até o início do sábado, deve ficar por ser feito até que haja passado este dia.9

Como começar o dia de Deus – Antes do pôr-do-sol, vocês devem pôr de lado todo o trabalho secular;10 todos os membros da família devem reunir-se para estudar a Palavra de Deus, cantar e orar. (Ver Levítico 23:32; Marcos 1:32.)11

Como observá-lo – “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor” (Salmo 122:1).

“Aleluia! De todo o coração renderei graças ao Senhor, na companhia dos justos e na assembléia” (Salmo 111:1).

“Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado” (I João 1:7).

Cada qual deve sentir que tem uma parte para desempenhar, a fim de tornar interessantes as reuniões de sábado. Não se reúnam simplesmente para preencher uma formalidade, e sim para trocar idéias, relatar a experiência diária, oferecer ações de graça e exprimir sincero desejo de ser iluminados para conhecer a Deus e a Jesus Cristo, a quem Ele enviou.12

Ao transpor as portas da casa de Deus, peçam ao Senhor que lhes afaste do coração tudo que é mau. Introduzam em Sua casa somente o que Ele possa abençoar.13

Tanto em casa como na igreja, cumpre-nos manifestar espírito de adoração [durante o sábado].

Todo o Céu celebra o sábado, mas não de maneira ociosa e negligente. Nesse dia todas as energias da alma devem estar despertas; pois não temos que encontrar-nos com Deus e com Cristo, nosso Salvador? Podemos contemplá-Lo pela fé. Ele está desejoso de refrigerar e abençoar cada alma.14

As necessidades da vida devem ser atendidas, os doentes devem ser cuidados e supridas as necessidades dos carentes.15

Não será tido por inocente o que negligencia aliviar o sofrimento no sábado. O santo dia de repouso de Deus foi feito para o homem, e os atos de misericórdia se acham em perfeita harmonia com seu desígnio. Deus não deseja que Suas criaturas sofram uma hora de dor que possa ser aliviada no sábado, ou noutro qualquer dia.16

[Jesus] Continuou a demonstrar que Sua obra de cura, em Betesda, estava em harmonia com a lei do sábado.17 (Ver Lucas 6:1-10.)

“Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem” (Mateus 12:12).

A Escola Sabatina e o culto de pregação ocupam apenas uma parte do sábado. O tempo restante poderá ser passado em casa e ser o mais precioso e sagrado que o sábado proporciona. Boa parte desse tempo deverão os pais passar com os filhos. Quando faz bom tempo, deverão os pais sair com os filhos a passeio pelos campos e matas. Em meio às belas coisas da natureza, expliquem-lhes a razão da instituição do sábado. Descrevam-lhes a grande obra da criação de Deus. Contem-lhes que a Terra, quando Ele a fez, era bela e sem pecado. Mostrem-lhes que foi o pecado que manchou essa obra perfeita. Façam-lhes notar, também, que, apesar da maldição do pecado, a Terra ainda revela a bondade divina.

Falem a eles do plano da salvação. Apresentem-lhes como Jesus foi filho obediente aos pais, como foi jovem fiel e diligente, ajudando a prover o sustento da família. De quando em quando, leiam para eles as interessantes histórias contidas na Bíblia. Perguntem-lhes sobre o que aprenderam na Escola Sabatina, e estudem com eles a lição do sábado seguinte.18

Ao pôr-do-sol, elevem a voz em oração e cânticos de louvor a Deus, celebrando o findar do sábado e pedindo a assistência do Senhor para os cuidados da nova semana.19

Referências:
1. Patriarcas e Profetas, pág. 47.
2. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 20.
3. Ibidem, pág. 21.
4. Orientação da Criança, pág. 530.
5. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 21.
6. Ibidem, pág. 22.
7. Ibidem, pág. 23.
8. Ibidem, pág. 22.
9. Patriarcas e Profetas, pág. 296.
10. Orientação da Criança, pág. 528.
11. Ibidem, pág. 529.
12. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 28.
13. Ibidem, pág. 29.
14. Ibidem, pág. 28.
15. Vida de Jesus, pág. 74.
16. O Desejado de Todas as Nações, pág. 207.
17. Ibidem, pág. 456.
18. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 24 e 25.
19. Ibidem, pág. 25.

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